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Greenpeace continua impedindo caça ilegal de baleias na Antártica Bióloga brasileira faz parte da tripulação de navio da entidade ambientalista (São Paulo, 10/Jan/2000) – O navio do Greenpeace MV Artic Sunrise continua agindo nas águas da Antártica para impedir a caça ilegal de baleias realizada pelos japoneses na região. Neste fim-de-semana, ativistas da entidade realizaram uma nova seqüência de ações. No domingo, eles usaram um bote inflável e uma bomba d’água para erguer um “muro de água” de oito metros de altura em frente ao arpão do navio de caça japonês Toshi Maru No. 25, bloqueando a linha de visão do arpoador. No sábado, os ativistas a bordo de três infláveis já haviam impedido a transferência de baleias arpoadas dos navios de caça para o navio fábrica Nisshin Maru. Como os navios de caça só podem carregar um número limitado de baleias arpoadas em cada oportunidade, interromper a transferência das mesmas é uma maneira efetiva de prevenir futuras caças. “Há mais de 20 dias, o Greenpeace está realizando ações pacíficas para impedir a caça ilegal de baleias feita pelo Japão nas águas do Santuário de Baleias Antártico e chamando a atenção da comunidade internacional para este crime”, diz Cristina Bonfiglioli, Coordenadora da Campanha de Ecologia Oceânica do Greenpeace Brasil, a bordo do navio Artic Sunrise. “Passamos inclusive o Natal e o Ano Novo em vigília e esperamos que os governos, incluindo o brasileiro, façam a sua parte obrigando o Japão, pelas vias diplomáticas, a obedecer a legislação internacional e a parar esta atividade ilegal nas águas da Antártica.” Oceano Antártico, que circunda o continente gelado, foi declarado pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) um Santuário de Baleias em 1994 e desde então é proibida a caça comercial na região. O Japão alega “fins científicos” para caçar cerca de 440 baleias-minke na área este ano. A carne produzida pela caça, entretanto, é vendida no mercado interno japonês e movimenta um comércio de cerca de US$ 100 milhões por ano. A caça de balias na Antártica viola os artigos 65 e 120 da Convenção nas Nações Unidas sobre o Direito do Mar (a UNCLOS). A Convenção demanda que todos os países signatários cooperem com a CBI que tem insistentemente solicitado ao Japão que pare a caça de baleias no Santuário Antártico. “Já pedimos aos Ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente para que se manifestem junto ao governo japonês pelo cancelamento do programa de caça ilegal no Santuário Antártico”, diz Cristina. “Afinal, o Brasil votou a favor da criação do Santuário Antártico, é signatário da UNCLOS e está propondo a criação de outro santuário de baleias, desta vez no Atlântico Sul.” Greenpeace também recolheu até agora mais de 300 mil assinaturas em apoio à proposta do governo brasileiro de criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul. “Nossa meta agora é chegar a um milhão de assinaturas para serem entregues no próxima reunião da CBI, em Adelaide (Austrália), em junho de 2000, quando a criação do Santuário será votada”, diz Cristina. Imagens em alta resolução (prontas para serem publicadas) das ações do Greenpeace na Antártica podem ser obtidas no endereço www.greenpeace.org.br/imagens.html |
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