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Ativistas do Greenpeace se jogam em frente a baleeiro japonês na Antártica Entidade ambientalista amplia ações contra caça ilegal de baleias na região (São Paulo, 12/01/2000) - Ativistas do Greenpeace a bordo de um bote inflável foram puxados hoje pela manhã até metade da rampa externa do navio fábrica japonês Nisshim Maru em mais uma das ações da entidade ambientalista contra a caça ilegal de baleias na Antártica. Os ativistas uniram o inflável à corda usada para recolher uma baleia-minke recém arpoada. Com uma faca longa, usada para destrinchar as baleias, os marinheiros japoneses cortaram a corda que segurava o bote, que foi jogado de volta ao mar. Assim que o Nishin Maru começou a se afastar do local em alta velocidade para retomar a caça às baleias, seis ativistas da entidade ambientalista se jogaram em frente ao navio. A embarcação não diminuiu a velocidade e nem mudou de rumo. Nenhum dos ativistas foi machucado. “Já faz 24 dias que estamos aqui nas águas do Oceano Antártico fazendo todo o possível para impedir a caça ilegal de baleias feita pelo Japão e realizando um trabalho que deveria ser feito pelos governantes de todo o mundo”, diz Cristina Bonfiglioli, Coordenadora da Campanha de Ecologia Oceânica do Greenpeace, à bordo do navio Artic Sunrise. O Oceano Antártico, que circunda o continente gelado, foi declarado pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) um Santuário de Baleias em 1994 e desde então é proibida a caça comercial na região. O Japão alega “fins científicos” para caçar cerca de 440 baleias-minke na área este ano. A carne produzida pela caça, entretanto, é vendida no mercado interno japonês e movimenta um comércio de cerca de US$ 100 milhões por ano. A caça de balias na Antártica viola os artigos 65 e 120 da Convenção nas Nações Unidas sobre o Direito do Mar (a UNCLOS). A Convenção demanda que todos os países signatários cooperem com a CBI que tem insistentemente solicitado ao Japão que pare a caça de baleias no Santuário Antártico. “O governo argentino se manifestou na semana passada contra a caça ilegal de baleias na Antártica. O mesmo já fizeram a Inglaterra, estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia”, diz Cristina. “Não é possível que o Brasil vai ficar impassível diante desta situação. Ontem eu enviei uma carta ao Ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho falando sobre o crime que está sendo cometido aqui e pedindo que o governo brasileiro expresse seu repúdio às ações do Japão.”
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