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O que está acontecendo em alto mar -
(Acompanhe as Ações)
Última atualização: 29 de dezembro às 12:15 GMT

O M/V Arctic Sunrise está no Oceano Antártico tentando impedir a caça de baleias japonesa. Na segunda-feira (20/12) nossos ativistas confrontaram o Nisshin-maru (o navio-fábrica japonês que processa carne de baleia em alto mar) e o Yushin-maru (um dos três navios  baleeiros que possuem os arpões para caçar as baleias) enquanto faziam a transferência de uma baleia-minke capturada. Na terça-feira (21/12), o Nisshin-maru abalroou o M/V Arctic Sunrise. Na quarta-feira (22/12), o Greenpeace retaliou da única maneira que sabe, com não-violência - princípio básico da organização - e senso de humor. O M/V Arctic Sunrise continua rastreando os japoneses nas águas antárticas. No sábado (25/12), os ativistas do Greenpeace dedicam o dia de Natal às ações contra a caça de baleias pelos japoneses.

Verifique aqui os acontecimentos ao longo de cada dia e as notícias mais recentes sobre as atividades em alto mar. Veja também na Galeria de Fotos as imagens das ações e das embarcações envolvidas.

Bióloga brasileira participa de ação contra caça a baleias na Antártica

Ativistas do Greenpeace vão passar o réveillon nas águas do continente gelado

(Oceano Antártico, 29/12/99) – A bióloga brasileira Cristina Bonfiglioli participou nesta manhã, junto com outros nove ativistas do Greenpeace, de mais uma ação para impedir a caça ilegal de baleias realizada pelo Japão nas águas do Oceano Antártico. Os ativistas da entidade ambientalista em botes infláveis puseram-se em frente ao navio de caça japonês Kyo Maru que estava seguindo um par de baleias jubarte.

“Ainda bem que eram jubarte, que os japoneses em tese não estão autorizados a caçar. Ainda assim não é possível que no limiar de um novo milênio ainda seja necessário que usemos nossos próprios corpos para impedir a caça ilegal de baleias”, diz Cristina Bonfiglioli. “A caça de baleias deveria ser definitivamente relegada ao passado como as outras ultrapassadas práticas que vêm contribuindo para a destruição da vida no planeta ao longo dos últimos mil anos.”

A caça de baleias japonesa no Santuário Antártico, que abrange as águas do oceano localizado ao redor do continente gelado, é parte de um esforço conjunto para a retomada da caça comercial em larga escala em todos os oceanos do mundo. A indústria baleeira já investiu em um novo navio-fábrica, comprado em 1991, e em um novo navio de captura construído especificamente para esse fim em 1998. Este ano, o Japão pretende caçar 440 baleias-minke no Santuário de Baleias da Antártica.o como parte do seu assim chamado “programa de caca cientifica”. Entretanto, a carne produzida por esta atividade ‘cientifica’ e vendida no mercado interno japonês, movimentando cerca de 100 milhões de dólares por ano.

Ao caçar nas águas do Santuário de Baleias da Antártica, o Japão está violando os artigos 65 e 120 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (a UNCLOS). A Convenção demanda que todos os países signatários cooperem com a Comissão Baleeira Internacional (CBI) que tem insistentemente solicitado ao Japão que pare a caca de baleias no Santuário Antártico.

“Esperamos que o Brasil - que votou a favor da criação do Santuário Antártico, é signatário da UNCLOS e está propondo a criação de outro santuário de baleias no Atlântico Sul (1) - pressione o Japão pelo cancelamento do programa de caça ilegal no Santuário Antártico”, diz Cristina. “É muito importante que países em desenvolvimento, como os da América Latina, mostrem que respeitam e se preocupam com o cumprimento de leis ambientais internacionais.”

A bióloga coordena a Campanha de Ecologia Oceânica do Greenpeace Brasil, que lançou recentemente o vídeo “Baleias precisam de proteção” registrando a história da caça às baleias no litoral brasileiro, especialmente na costa do Rio de Janeiro. O Greenpeace também já recolheu cerca de 400 mil assinaturas em apoio à proposta do governo brasileiro de criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul. “Nossa meta agora é chegar a um milhão de assinaturas para serem entregues no próxima reunião da CBI, em Adelaide (Austrália), em junho de 2000, quando a criação do Santuário será votada”, diz Cristina.

 


Transmissão do M/V Arctic Sunrise para o Nisshin-Maru


Este é o M/V Arctic Sunrise chamando o Nisshin-Maru. Vocês estão caçando baleias ilegalmente no Santuário Antártico.

Vocês estão violando os artigos 65 and 120 da
Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. A Convenção define que todos os países signatários devem cooperar com a Comissão Baleeira Internacional.

A CBI tem consistemente solicitado ao Japão que interrompa a caça de baleias no Santuário Antártico. Por ignorar esta solicitação vocês estão agindo ilegalmente.

O Greenpeace é uma organização não-violenta. Não queremos de modo algum machucar ou colocar em perigo sua tripulação. Porém, se vocês não pararem com a caça, faremos todo o possível para, pacificamente, impedi-los de capturar e matar mais baleias.

Mais uma vez pedimos que vocês parem com esta caça ilegal.

[Atualizações das ações]


Carta do Greenpeace International para o Instituto para a pesquisa de Cetáceos a respeito do abalroamento do M/V Arctic Sunrise

Dr. Seji Ohsumi
Diretor
Instituto para a Pesquisa de Cetáceos (ICR)
Fax: 813 3536 6522

21 de dezembro, 1999

Ilustríssimo Sr. Dr. Ohsumi:

Como V.Sa. deve saber, houve uma série de encontros, tanto hoje como ontem, entre o navio do Greenpeace MV Arctic Sunrise e a frota baleeira gerenciada pelo Instituto para Pesquisa em Cetáceos no Oceano Antártico.

O Greenpeace está protestando contra a caça de baleias do Japão no Oceano Antártico em desobediência ao Santuário declarado pela Comissão Baleeira Internacional. A continuidade da caça do Japão na Antártica é claramente uma contravenção aos Artigos 65 e 120 da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que declara que todos os países signatários devem cooperar com a Comissão Baleeira Internacional no que se refere à caça de baleias.

Na manhã de hoje o Nisshin Maru esteve envolvido em manobras perigosas e irresponsáveis. O Nisshin Maru, enquanto ultrapassava o Arctic Sunrise, realizou uma curva rente e inesperada em direção ao Arctic Sunrise, atingindo o navio à bonbordo, próximo à popa. Esta manobra foi uma contravenção clara ao item 13(a) das Normas e
Regulamentações da IMO para Prevenção de Colisões no Mar (1972). Até o momento, sabemos que o Arctic Sunrise sofreu danos nas defensas da estrutura à bonbordo da proa, um buraco no convés no nível dos infláveis e o passadiço do bonbordo da
estrutura.

Ontem, em duas ocasiões, o Arctic Sunrise passou próximo do Nisshin Maru (enquanto mantinha seu
curso). Nas duas ocasiões o Nisshin Maru voltou-se abruptamente para o Arctic Sunrise quando estava lado a lado com o Nisshin Maru, forçando o Arctic Sunrise a manobrar rapidamente para evitar uma colisão.

Estas manobras perigosas, repetidas em várias ocasiões pelo Nisshin Maru, resultaram agora em uma colisão.

Além disso, como V. Sa. deve saber, ontem o Greenpeace realizou protestos não-violentos contra a caça de baleias. Nada foi feito no sentido de ameaçar ou colocar em risco a segurança dos marinherios japaneses. Antes do protesto começar, avisamos os navios baleeiros por rádio, (em japonês), nos canais VHF 16 e 6, que o Greenpeace é uma orgnização não-violenta e que não machucaríamos ou colocaríamos em perigo a tripulação do navio de modo algum. Entretanto, não recebemos resposta alguma.

Nossas atividades não-violentas encontraram violência por parte dos membros das tripulações dos seus navios. A tripulação do Nisshin Maru e do Yushin Maru direcionaram extintores de incêndio
às hélices do helicóptero do Arctic Sunrise em uma tentativa clara de intereferir com seu vôo.

Esta foi uma atitute perigosa por parte dos baleeiros que representou sérios riscos à vida humana. Uma nave em vôo é normalmente muito vulnerável, mais ainda se considerarmos um pequeno helicóptero sobrevoando o Oceano Antártico. Se a tentativa de desestabilizar o vôo do helicóptero fosse bem sucedida, resultando na perda de controle por parte do piloto, a aeronave poderia ter sido arremessada na água ou contra o navio que interferiu com seu vôo. E se isto tivesse ocorrido, o ICR teria sido responsável pelos danos e pela perda de vidas humanas.

Devido aos fatos acima narrados, solicitamos urgentemente que V. Sa. instrua imediatamente suas tripulações na Antártica que não direcionem os extintores de incêndio para nossa aeronave e que respondam às comunicações dirigidas a eles no Canal VHF 16.

Requisitamos também o fim imediato de todas as atividades de sua frota baleeira que ameaçam a segurança e a vida humana. Consideraremos o ICR responsável por todo e qualquer dano, ferimentos ou mortes que resultarem do comportamento perigoso demonstrado por seus empregados na Antártica.

Também solicitamos com urgência que V. Sa. retire sua frota baleeira do Santuário Antártico. Novamente, a continuidade da caça japonesa no Santuário enfraquece a Comissão Baleeira Internacional, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e a eficiência de leis internacionais. Se todos os países decidirem ignorar seletivamente as obrigações que estabeleceram em tratados marítimos internacionais, da mesma forma que o Japão está fazendo quando caça baleias no Santuário Antártico, será o domínio do caos em alto mar e a conservação e proteção do meio ambiente marinho se tornará impossível.

Esperamos ansiosamente por uma resposta de V. Sa. o mais rápido possível.

Sinceramente,


Thilo Bode
Diretor Executivo
Greenpeace Internacional


cc: Sanae Shida, Diretora Executiva do
Greenpeace Japão

Atualizações

29 de dezembro, 1999
Eventos na hora local do M/V Arctic Sunrise, que está seis horas adiante do Horário de Greenwhich (GMT).

18:15 - Chegaram as primeiras fotos!

(clique na foto para ampliar a imagem)
O inflável do Greenpeace Hurrricane na frente do navio baleeiro Kyo-maru. A ação direta não violenta de hoje impediu que dois navios baleeiros caçassem baleias por mais de 5 horas. Todos os infláveis já estão de volta ao M/V Arctic Sunrise agora.

17:05 - O inflável Hurricane permanece em frente ao Toshi-maru, impedindo-o de caçar baleias.

16:15 - Os infláveis do Greenpeace permanecem na água tentando interferir no programa de caça ilegal de baleias da frota japonesa. Já estão impedindo dois navios de caçar há mais de 4 horas.

14:38 - O Hurricane está retornando para trocar de lugar com o inflável "Gray Whale" em frente ao Toshi-maru. A nova tripulação do Hurricane é composta por:

    Curtis (Austrália), Martin (Inglaterra), and Milko (Argentina)

14:00 - O inflável Hurricane do Greenpeace retorna ao M/V Arctic Sunrise para reabastecer. Estavam no Hurricane os ativistas:

    Daniel (Argentina), Cris (Brasil), and Klaas (Holanda)

13:20 - Os ativistas do Greenpeace identificaram o segundo navio baleeiro como sendo o Toshi-maru.

13:00 - O M/V Arctic Sunrise anuncia que os ativistas Greenpeace conseguiram proteger a baleia e 'livraram sua pele' do harpão do Kyo-maru.

12:50 - Ativistas do Greenpeace têm um inflável posicionado entre um harpão do Kyo-maru e uma baleia, impedindo, desse modo, que os japoneses matem o animal.

12:20 - A tripulação do M/V Arctic Sunrise tem preparados 4 infláveis na água para tentar impedir  as atividades ilegais de caça de baleias da frota japonesa. Os infláveis foram divididos em 2 grupos - um para cada navio baleeiro japonês.

11:30 - Após algum tempo à espreita, o M/V Arctic Sunrise detecta a frota baleeira japonesa no seu radar. A frota está a cerca de 15 milhas adiante e está vindo na direção do Sunrise.

24 de dezembro, 1999
Eventos na hora local do M/V Arctic Sunrise, que está seis horas adiante do Horário de Greenwhich (GMT).

O Greenpeace Internacional enviou uma carta ao Instituto para Pesquisa de Cetáceos (Institute for Cetacean Research - ICR) protestando contra as atividades perigosas da frota baleeira japonesa no Oceano Antártico. O ICR é uma organização não- governamental fortemente subsidiada pelo governo japonês que supervisiona as atividades ilegais da frota baleeira. Abaixo você encontra uma cópia da carta.

23 de dezembro, 1999
Eventos na hora local do M/V Arctic Sunrise, que está seis horas adiante do Horário de Greenwhich (GMT).

16:00 - O M/V Arctic Sunrise está agora a três milhas da frota baleeira japonesa mas tanto a caça ilegal quanto o nosso trabalho contra ela dependem das condições do tempo na Antártica. E aqui elas são bastante instáveis. A visibilidade está ruim e os ventos estão mais intensos.

13:00 - O Artic Sunrise está navegando em direção à frota baleeira japonesa que está a aproximadamente 18 milhas do navio. A tripulação se prepara para mais ações

22 de dezembro, 1999
Eventos na hora local do M/V Arctic Sunrise
, que está seis horas adiante do Horário de Greenwhich (GMT).

19:00 - Chegam as primeiras fotos!

Who's been naughty?

Quem agiu com má fé? Ativistas do Greenpeace vestidos de Papai Noel entregam uma mensagem de natal embrulhada para presente para a tripulação do navio baleeiro Toshi-maru. A mensagem pede à frota que interrompa seu programa de caça ilegal na Antártica.

(Clique na imagem para ampliar a foto. Verifique também novas fotos na nossa galeria.)

15:45 - Cientistas do Sunrise usam infláveis para se aproximar de um grupo de quatro baleias jubarte e realizam estudos de acústica usando um hidrafone.

15:30 - O M/V Arctic Sunrise localiza um grupo de baleias jubarte.

4:40 - O M/V Arctic Sunrise está agora perseguindo o Nisshin-maru que continua ao alcance do radar.

14:25 - Os infláveis do Geenpeace ficaram em contato com o Toshi-maru por cerca de 4 horas e estão agora retornando ao M/V Arctic Sunrise. O Toshi-maru não caçou baleias durante este período e seu arpão continua coberto. Os ativistas estão satisfeitos por termos conseguido evitar que pelo menos um dos navios baleeiros não caçasse baleias hoje. Os demais navios da frota baleeira japonesa estão nos arredores.

12:05 - O M/V Arctic Sunrise anunciou que a tripulação do Toshi-maru abandonou a caça temporariamente e cobriu o arpão.

12:00 - A tripulação do inflável identificou o navio baleeiro - é o Toshi-maru No.25.

11:25 - O inflável, conduzido por Deb fantasiada de Papai Noel, está exatamente na frente do navio baleeiro para evitar que capturem baleias. 'Papai Noe' tentou entregar uma mensagem de Natal do M/V Arctic Sunrise para os baleeiros pedindo que cessem a caça ilegal de baleias, mas a tripulação do Tosshin Maru jogou a mensagem ao mar.

10:00 - O M/V Arctic Sunrise tem contato visual com um navio baleeiro não- identificado à 4 milhas de distância do navio. O Nisshin-maru está no nosso radar, a cerca de 6,7 milhas. A tripulação do Sunrise está se preparando para lançar os infláveis.

21 de dezembro, 1999
Eventos na hora local do M/V Arctic Sunrise, que está seis horas adiante do Horário de Greenwhich(GMT).

17:30 - O M/V Arctic Sunrise está navegando 2 milhas atrás do Nisshin-maru. Três navios de captura são visíveis no nosso radar. John Bowler, coordenador da expedição, relata que a tripulação ainda está avaliando os danos e fazendo reparos, mas parece que nada sério aconteceu ao navio.

14:30 - O M/V Arctic Sunrise relata que toda a tripulação está a salvo e ninguém se feriu.

14:24 - O M/V Arctic Sunrise pede para os infláveis retornarem ao navio e verificarem a presença de possíveis danos no casco.

14:20 - O Nisshin-maru abalroou o M/V Arctic Sunrise. Arne Sorensen, capitão do Sunrise, confirmou que o navio do Greenpeace foi abaloroado pelo NM quando este executava uma manobra ilegal de ultrapassagem. O NM atingiu o Sunrise à bonbordo (lateral esquerda), próximo à popa.

13:30 - Os infláveis do Greenpeace estão próximos à proa do Nisshin-maru.

13:10 - Dois infláveis do Greenpeace estão na água dirigindo-se à proa do Nisshin-Maru.

12:55 - O M/V Arctic Sunrise está agora a cerca de 400 metros do Nisshin-maru. A tripulação está preparando os infláveis para a ação.

09:30 - O M/V Arctic Sunrise conseguiu contato visual com o Nisshin-maru. Os navios estão distantes cerca de 6 milhas. O Sunrise também localizou no radar um navio baleeiro não-indentificado até agora, distante cerca de 10 milhas. O Sunrise está navegando em direção ao Nisshin- maru.

08:40 - O M/V Arctic Sunrise conseguiu detectar a posição do Nisshin-maru no radar.

08:30 - A tripulação do M/V Arctic Sunrise aproveita para levantar mais tarde, merecidamente. A temperatura da água está um pouco abaixo de 0 grau. O mar está relativamente calmo e o céu azul aparece por entre as nuvens esparsas.

20 de dezembro 1999
Eventos na hora local do the M/V Arctic Sunrise, que está seis horas adiante do Horário de Greenwhich (GMT).

16:45 Primeiras fotos da ação
Frank Kamp, do M/V Arctic Sunrise, mergulha nas geladas águas Antárticas para tentar evitar que o Nishin-Maru arraste uma baleia-minke para bordo. Veja mais imagens na galeria de fotos

14:30 - O M/V Arctic Sunrise continua a monitorar a frota baleeira japonesa. Em terra firme, nós estamos agurardando as fotos que serão transmitidas via satélite. Nós as colocaremos nesta página assim que estiverem disponíveis.

11:50 - O tempo está mudando e tornando perigosa a navegação. Há neve e neblina dificultando a visualização. Frank e a tripulação do inflável "Hurricane" estão retornando para o M/V Arctic Sunrise. Eles conseguiram atrasar e atrapalhar as atividades da frota baleeira japonesa por algumas horas.

11:44 - Frank jogou-se ao mar e se agarrou a baleia-minke arpoada, enquanto a tripulação do Yushin-Maru, um dos três navios de captura, tentava transferir o animal para o navio-fábrica.

11:40 - Frank voltou para o inflável.

11:35 - Frank Kamp, ativista do Greenpeace, saltou do inflável mergulhando nas frias águas antárticas logo à frente do Nisshin- Maru, forçando a frota japonesa a mudar a rota.

11:20 - O Arctic Sunrise está em perseguição ao Yushin-Maru, que tem uma baleia arpoada amarrada a sua proa e outra amarrada a sua popa. O "Hurricane", inflável do Greenpeace, e o Tweety, helicóptero do Greenpeace, estão entre o Yushin-Maru e o navio fábrica Nisshin-Maru. Posicionando-se entre os dois navios, os ativistas do Greenpeace estão evitando que os baleeiros façam a transferência da baleia arpoada.

(Evitar a transferência é muito importante porque o navio de captura só pode transportar duas baleias por vez. Se não conseguem transferir as baleias, o navio-fábrica fica efetivamente impedido de processar mais baleias.)

11:00 - A tripulação dos navios baleeiros japoneses está usando mangueiras d'água para tentar impedir os ativistas do Greenpeace.

10:20 - O Coordenador da Campanha e chefe da expedição, John Bowler, transmitiu por rádio uma mensagem para a tripulação do Nisshin-Maru, pedindo que parem com a caça ilegal de baleias no Santuário Antártico. A mesma mensagem também foi lida e transmitida em japonês pela tradutora a bordo. 

10:05 - Um dos infláveis do Greenpeace alcança o Nisshin-Maru, que acabou de receber uma baleia arpoada de um navio de captura e está se preparando para receber outra. Os ativistas do Greenpeace estão tentando impedir a transferência.

09:10 - A frota baleeira japanesa percebe a aproximação dos infláveis do Greenpeace e começa a fugir para oeste, com o Sunrise a persegui-los.

08:20 - O M/V Arctic Sunrise começa a perseguição à frota japonesa. 

05:30 - O M/V Arctic Sunrise localiza a "sombra" do Nisshin-Maru - o navio-fábrica da frota baleeira japonesa - no radar. A tripulação do Sunrise faz a confirmação visual minutos mais tarde.

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