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História Uma moratória internacional foi decretada pela CBI, em 1986, dando um fim à caça comercial indiscriminada, que deixou muitas espécies à beira da extinção. Estabelecido em 1994 pela CBI, o Santuário Antártico foi adotado por unanimidade. O único país que votou contra o Santuário foi o Japão. O Santuário cobre todas as águas que cercam a Antártica e protege três quartos das populações de baleias do mundo em suas áreas de alimentação, em especial as populações remanescentes das baleias azul, fin, sei e jubarte. O Santuário Antártico protege também a única grande população de baleias ainda existente no planeta justamente por não ter sofrido a pressão do período da caça industrial - as baleias-minke antárticas. Sobre a Indústria A caça no Santuário Antártico é chamada de 'científica' pelo governo japonês e mata aproximadamente 440 animais por ano, fornecendo cerca de 2 mil toneladas de carne de baleia para o mercado interno do país, todos os anos. De acordo com técnicos do ICR, durante o ano de 1997, as 1.995 toneladas de carne de baleia geradas pela caça na Antártica foram vendidas por 3,5 bilhões de ienes (cerca de 33 milhões de dólares na cotação vigente na época) e o preço no varejo poderia ser até três vezes mais alto. Quando a carne japonesa chega ao consumidor final gera milhões de dólares por ano para a indústria, atacadistas e varejistas. O próprio ICR é um negócio de bom tamanho: a folha de balanço de 1996/97 mostra um rendimento de 6,8 milhões de ienes (cerca de 64 milhões de dólares) e despesas com relações públicas, assim como com a caça de baleias. "Oficialmente o país [Japão] não caça baleias, mas mata e industrializa cerca de trezentas por ano por motivos científicos, um disfarce tão frágil quanto as fatias de sashimi nas quais uma baleia que foi 'pesquisada' se transforma." Revista The Economist, 25 de outubro de 1997. Sobre as baleias As baleias têm um longo período de gestação, dando à luz um único filhote a cada um ou dois anos. O filhote necessita de vários anos de cuidados (alimentação e aprendizado) até que possa viver por conta própria. Mesmo depois de se separarem da mãe, baleias jovens levam vários anos até atingir a maturidade sexual. Por essas razões, as baleias ainda não conseguiram se recuperar rapidamente da exploração comercial indiscriminada que sofreram . Devido ao fato das baleias passarem sua vida em alto mar, aproximando-se da costa somente durante o período de reprodução, é impossível contar diretamente a população - ao invés disso elas têm que ser estimadas. Essas estimativas são baseadas na contagem de baleias avistadas de cada lado de um barco de inspeção, de acordo com os ziguezagues que a embarcação faz num percurso definido em uma determinada área do oceano . Uma vez que somente uma pequena porcentagem de baleias, de qualquer população, é vista na superfície quando o barco passa, os cálculos aproximados são feitos a partir desse número avistado, dando uma estimativa da quantidade de baleias de cada espécie presentes em toda a região estudada. Portanto, toda a estimativa populacional está baseada na visualização de uma fração minúscula da população real. Por exemplo, em 1995, um estudo norueguês sobre baleias-minke fez 29 avistagens a leste do Mar de Barent. Os cálculos aproximados revelaram uma população de 16.101 indivíduos, ou seja, 500 vezes mais do que o número de baleias avistadas . São usadas fórmulas matemáticas para calcular o número total de baleias a partir de números menores resultantes das avistagens reais. Essas fórmulas tentam levar em conta diversas variáveis, tais como o fato de que certas espécies de baleias tendem a crescer juntas em certas áreas. E é nessas fórmulas que existe um potencial enorme para erros acumulados. Estudos sucessivos de uma mesma área podem apresentar diferenças nos resultados que variam em até cinco vezes para mais ou menos o número de indivíduos estimados. | |