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Ministro do Meio Ambiente envia carta ao embaixador do Japão protestando contra caça de baleias (São Paulo, 14/01/2000) – O Greenpeace parabenizou hoje o Ministro do Meio Ambiente José Sarney Filho pela carta enviada ao embaixador do Japão, Katsunari Suzuki, condenando qualquer forma de caça de baleias e apoiando todas as iniciativas em favor da obediência às leias internacionais que regulamentam o assunto.A entidade ambientalista está realizando há 30 dias uma série de ações nas águas da Antártica contra a caça ilegal de baleias promovida pelo Japão naquela área. O Greenpeace está pedindo a todos os países que intercedam junto ao governo japonês, solicitando a suspensão do programa de caça de baleias na Antártica. Até agora, a Inglaterra, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Argentina já haviam feito protestos formais, pressionando o Japão para abandonar seu programa de caça. A manifestação do Ministério do Meio Ambiente brasileiro vem se somar a este esforço diplomático mundial. "Eu já havia enviado esta semana ao Ministro uma carta com o meu testemunho pessoal do verdadeiro crime ambiental que os japoneses estão cometendo na área do Santuário de Baleias da Antártica”, diz Cristina Bonfiglioli, Coordenadora da Campanha de Ecologia Oceânica do Greenpeace Brasil e membro da expedição da entidade ambientalista ao continente gelado. “A manifestação do ministério é muito importante porque o Brasil está propondo a criação de um novo santuário, desta vez nas águas do Atlântico Sul, e não pode tolerar que o Japão continue desobedecendo a legislação internacional.” O Oceano Antártico, que circunda o continente gelado, foi declarado pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) um Santuário de Baleias em 1994 e desde então é proibida a caça comercial na região. O Japão alega “fins científicos” para caçar cerca de 440 baleias-minke na área este ano. A carne produzida pela caça, entretanto, é vendida no mercado interno japonês e movimenta um comércio de cerca de US$ 100 milhões por ano. A caça de balias na Antártica viola os artigos 65 e 120 da Convenção nas Nações Unidas sobre o Direito do Mar (a UNCLOS). A Convenção demanda que todos os países signatários cooperem com a CBI que tem insistentemente solicitado ao Japão que pare a caça de baleias no Santuário Antártico. Na carta enviada ao embaixador do Japão, o Ministro do Meio Ambiente diz considerar “essencial que esta área de proteção ecológica seja respeitada integralmente.” Ele diz ainda que a comunidade internacional não deve tolerar “nenhuma espécie de subterfúgio que sirva de pretexto para a prática brutal de caça às baleias.” Mais informações sobre as ações na Antártica podem ser obtidas no site do Greenpeace (www.greenpeace.org.br) Imagens em alta resolução (prontas para serem publicadas) das ações do Greenpeace na Antártica podem ser obtidas no endereço www.greenpeace.org.br/imagens.html |
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